Carlos Ramalhete

Narrativas e “fake news”

Querem impedir que percebamos a realidade livremente

. Atualizado: 3/06/2020 às 17h:25
Foto Pexels

A mente humana aprende ao tomar um dado apreendido pelos sentidos e encaixá-lo num contexto maior. Quando ouvimos que a chuva encheu a cidade, por exemplo, lembramo-nos de enchentes em que tenhamos estado, ligamos esta lembrança à de chuvas torrenciais que tenhamos testemunhado e, finalmente, aplicamos estes dois conhecimentos ao nosso conhecimento da cidade em questão, imaginando algo que nunca vimos: suas ruas cheias d’água. Se já houvermos visto uma inundação naquela mesma cidade, então, a coisa fica mais fácil ainda: simplesmente colamos uma inundação por cima da outra, de tal forma que as imagens mentais que fazemos podem perfeitamente corresponder a uma ou à outra das inundações.

No caso de acontecimentos mais complexos — quaisquer acontecimentos –, a forma mais habitual de percebê-los é como narrativa. Ou seja: a inundação é um dado, que pode servir de palco para uma pecinha de teatro que se passa naquelas ruas cheias d’água, pecinha de teatro esta que terá um começo, um meio e um fim. Ela pode ser, por exemplo, a história de um conhecido ou amigo que ficou preso na enchente. Ouvi outro dia da boca de uma senhora exatamente esta narrativa, que começava com as chuvas torrenciais, ia rumo a seu meio com a subida brusca das águas, durante a qual ela, sozinha na casa em que estava, procurou salvar os móveis colocando-os uns sobre os outros ou escada acima, enquanto ao telefone chamava o proprietário, que a deixara sozinha ali. O meio da narrativa é a chegada do proprietário encharcado, que por sua vez ajudou-a a sair da casa passando por cima do muro para a casa de uma vizinha de fundos, cujo portão situava-se numa rua mais alta, que não estava inundada. O ponto pitoresco (para quem não estava lá, claro) foi dado magistralmente pela informação fornecida de bom grado pela dita senhora de que ela gritou desde o momento em que as águas molharam seus pés até ver-se a salvo na outra rua, apesar dos protestos dos demais, que com razão apontavam que gritar não faria a água baixar. É uma narrativa, uma historieta com a qual aquele momento de inundação passou a fazer sentido e, mais importantemente ainda, passou a ser memorizável.

A ficção na verdade nada mais é que a montagem de histórias assim, com começo, meio e fim, mas compostas de acontecimentos que podem ser imaginários ou, mais provavelmente, emprestados e reinterpretados a partir de outras experiências. Quando Ulisses amarra-se ao mastro do barco para ouvir o canto das sereias sem ser encantado por elas, enquanto seus marujos sabiamente tampam os ouvidos com cera, o que se tem é uma reinterpretação, uma figuração clarificada, do ambíguo processo pelo qual resistimos a algumas tentações sem, contudo, nos negarmos a elas. Não responder no Whatsapp aos apelos adulterinos de uma moça bonita que, contudo, não se bloqueia, é fazer o mesmo que Ulisses; a diferença crucial é que não haverá obras de arte a imortalizar a mensagem visualizada e não respondida, como as há imortalizando o Canto Doze da Odisséia.

Construímos, assim, narrativas que podem ser completamente simbólicas e ficcionais ou — e é este o ponto crucial — construídas a partir de omissões e admissões de fatos efetivamente ocorridos. O que não se tem como ter é uma narrativa que contenha toda a realidade. A realidade não é uma narrativa. Ela é rica demais, e coisas demais acontecem ao mesmo tempo. Para construir uma narrativa é necessário selecionar os elementos que a perfarão e deixar de lado um número infinitamente maior de elementos que se não forem omitidos só farão prejudicar aquela narrativa, aquela percepção daquele momento. Para algumas pessoas, por exemplo, a narrativa da senhora gritadeira na enchente só faria sentido pleno se houvesse uma data precisa, que indicasse que a enchente teria sido culpa de um determinado prefeito da cidade, que teria deixado de lado o trabalho de desentupir os bueiros. Para elas, a narrativa começaria com “Era uma vez, aos dois anos do mandato de Fulano…”, e sem este elemento a narrativa perderia todo e qualquer interesse. Para outros, a mesmíssima narrativa encontraria seu sentido real num quadro de comparações arquiteturais entre uma casa de alvenaria tipicamente brasileira, em que após a enchente só seria necessária uma limpeza, e uma casa americana de madeira branca com paredes internas de papelão, que seria semidestruída pela enchente. Para outros, ainda, a narrativa ganharia sentido pleno num contexto psicanalítico que procuraria interpretar os gritos da pobre senhora. Seria ainda possível que a mesma narrativa ocorresse do ponto de vista da vizinha, incomodada com os gritos. Nesta, quem sabe, os gritos poderiam fazer com que a vizinha — elevada a personagem principal — se lembrasse de um acontecimento trágico de sua vida, razão pela qual ela teria feito o possível para ajudar a pobre senhora a passar por cima do muro e sair da água, parando então de gritar. Poder-se-ia ainda fazer do fato de a pobre senhora ter sido deixada por seus patrões sozinha numa casa sujeita a inundações o centro da narrativa ou, ao contrário, fazer da chegada do patrão salvador o ponto alto da narrativa.

As diversas narrativas possíveis, apresentadas acima, são todas verdadeiras. É a realidade que é rica demais, e, deixada a si, não nos apresenta narrativas. As narrativas somos nós que fazemos, recortando a realidade de maneira a apresentá-la como algo que para nós é importante, para nós tem pleno sentido.

A pós-modernidade, em que estamos imersos, é dita “o fim das grandes narrativas”. Estas seriam as narrativas ideológicas que marcaram a modernidade e que ainda estão presentes, de forma mais ou menos decomposta, no pensamento ideológico persistente nos extremismos políticos atuais. A narrativa marxista de oprimidos e opressores, por exemplo, que recorta a realidade com um podão cego, deixando dela apenas desinteressantíssimas relações de poder econômico, perdeu quase toda a sua força neste Século XXI. Ainda há quem tente usá-la, quem tente omitir da realidade praticamente tudo, de modo a que restem apenas essas relações. Mas mesmo estes, hoje em dia, perderam a narrativa única que deu ao marxismo a sua força ao colocar o “proletariado” contra a “burguesia” no início do século passado. Sujeita às fortíssimas forças dissociativas de grandes narrativas da pós-modernidade, as narrativas marxistas hoje em dia se vêem transformadas em miríades de pequenas narrativas de “oprimidos” contra “opressores”, no mais das vezes contraditórias, de que foi esquecido o fator econômico antes central, substituindo-se-o por irrelevâncias sexuais ou mesmo estéticas. Foi objeto de risos nas redes sociais mais à direita, poucos dias antes de eu escrever este texto, uma foto de uma moça com uma vastíssima cabeleira, três vezes maior que a cabeça, que foi apresentada num programa global como “oprimida” por um mercado malvado que não lhe dá emprego. É uma micronarrativa do marxismo pós-moderno, em que não se trata mais dum “proletariado” de massa, mas de um indivíduo; não se trata mais de economia, mas de estética capilar; não se trata mais de uma História titânica e hegelianamente previsível, mas de um drama quase doméstico em que o medo de piolhos desempenha forte papel.

A grande narrativa, como vemos, desapareceu, desmanchando-se como um cadáver que, apodrecendo, transforma-se em adubo para outras formas de vida. Estas outras formas de vida, todavia, são também narrativas. Vivemos o fim das grandes narrativas apenas para encontrar o florescer das infinitas pequenas narrativas; para ver a realidade sendo recortada de tantas maneiras quantas são os que a observam; para ver cada fato sendo contado de formas múltiplas, todas elas, no mais das vezes, relativamente fiéis ao efetivamente ocorrido, mas cada uma delas absoluta e completamente diferente das demais pelo recorte que efetua, pelos elementos que escolhe admitir e omitir em sua narrativa.

E é aí que surge um problema bastante sério: quem (ainda) tenta se prender senão a uma grande narrativa, mas ao menos a uma estrutura ideologicamente conformada de narração, treme de pavor ao ver tantas flores variegadas cobrindo um campo em que queria ter uma monocultura. É o que leva ao pânico atual da esquerda em relação ao que chamam de “fake news”, “falsas notícias”. Como vimos acima, a grande narrativa marxista de um “proletariado” que se levantaria inexoravelmente contra uma “burguesia” que, também inexoravelmente, resistiria mas seria finalmente vencida, numa História pré-escrita e predeterminada, dissolveu-se em miríades de pequenas narrativas individuais, ou quase-individuais, de “oprimidos” e “opressores”. Não é mais uma grande narrativa, mas é um estilo literário que herdou dela a sua estrutura. Assim como os gregos tinham a tragédia e a comédia, assim como a literatura atual tem a história de detetive, assim como o cinema tem seus lugares-comuns, apresentando infinitas vezes a mesma história (Guerra nas Estrelas e Harry Potter, por exemplo, são a mesma história do menino que se descobre príncipe), o neomarxismo pós-moderno exige que as narrativas com que se apresenta a realidade obedeçam à mesma estrutura e que alguns personagens de apoio não fujam a uma caracterização específica.

A realidade, para esta seita neomarxista pós-moderna tão desimportante na vida real mas tão dominante no ensino e na mídia, deve ser apresentada como composta apenas de infinitos casos de opressão em que o oprimido se alevanta contra o opressor e ganha, ou antes “recupera”, um suposto direito que lhe fora negado. Que os “direitos” cuja violação indicaria uma situação de opressão tenham sido inventados na hora não interessa; o que interessa é a estrutura dramática com que se apresenta a realidade. O mundo, desfeito pela pós-modernidade, não consiste mais de um “proletariado” coletivo por definição que se alevanta heroicamente contra uma “burguesia” igualmente coletiva. Agora ele seria composto por infinitas relações de opressão e infinitas ocasiões de revolução, individual ou quase. Quando se descobre ou inventa alguma categoria de oprimidos, por exemplo, o que se faz é facilitar a construção de tais narrativas. Daí, por exemplo, a invenção recentíssima do “transexual”, de onde brotaram como cogumelos primeiro historietas narrando casos de opressão e depois toda uma ficção coletiva de opressão sistemática de uma categoria que dois meses antes simplesmente não existia.

A outra sobra da grande narrativa marxista, que já apontamos mais acima, é o elenco de apoio. Na narrativa marxista clássica, a burguesia — proprietária dos meios de produção — teria a serviço de sua dominação uma “superestrutura”, ao mesmo tempo fruto e escora de uma suposta realidade econômica. Nesta superestrutura a serviço da burguesia estaria, por exemplo, a Igreja (chega a ser engraçado, quando se conhece História e se sabe do que a burguesia fez com a Igreja quando ascendeu ao poder, mas beleza, vamos fingir que a gente acredita. Marxismo é assim mesmo). Ora, mesmo tendo sido desfeita a grande narrativa marxista clássica na pós-modernidade, a Igreja continua, no imaginário neomarxista pós-moderno, sendo parte da “superestrutura” de apoio àquilo que agora de domínio da burguesia passou a ser simplesmente “opressão”: “opressão” do “transexual” que não é aceito como mocinha só por ser um galalau de 1,80m de altura e ombros larguíssimos, da moça com cabelo absurdamente grande e do rapaz que tatuou uma garrafa de Corote na bochecha e não conseguem empregos, etc. Curiosamente, a TV Globo e congêneres, como a CNN, que na narrativa marxista clássica seriam uma viga-mestra da “superestrutura”, percebem-se dentro de uma outra narrativa, vendo-se como campeões dos oprimidos, levantando narrativas que apresentem a opressão e assim, por iluminá-la, forcem o opressor a abrir as garras. Assim, quem sabe, a moça cabeluda poderá conseguir um emprego? A substituição da grande narrativa marxista clássica pelas micronarrativas individuais ou quase-individuais deu à burguesíssima mídia uma chance de ouro de colocar-se do lado do que vêem ainda, marxianamente, como “progresso” na “luta contra a opressão”.

Do mesmo modo, Trump precisa, em qualquer narrativa aceita pelos padrões neomarxistas pós-modernos, ser malvado. Cuba e, agora, Venezuela precisam estar do lado do progresso. São questões não mais de inserção numa grande narrativa, que se perdeu com a chegada da pós-modernidade, mas simplesmente de elenco. A “superestrutura” marxista clássica também se espatifou desconexamente em meros elementos de elenco das micronarrativas, em que se confundem o protestantismo “evangélico” — normalmente direitista demais para que se o possa engolir –, a Igreja Católica, o Partido Republicano americano e suas dependências (NRA, etc.), os “patrões” (que não dão emprego para pessoas com aparência estranha, os malvados!), o Bolsonaro (que adorou o papel de vilão na narrativa neomarxista e o desempenha com gosto), as armas de fogo (seres inanimados também são parte do elenco de apoio, que por definição não tem voz e serve apenas para ser malhado), etc., num fronte delirante em que encontrariam todos juntos oprimindo a categoria du jour de oprimidos a liberar. A este elenco contrapõe-se outro, igualmente desconexo, composto dos supostos oprimidos. Este muda a cada dia, pois é justamente a descoberta de um oprimido que faz com que surja a micronarrativa neomarxista pós-moderna. Assim, exatamente como surgiram do nada os “transexuais”, em muito breve surgirão outras categorias que antes simplesmente não existiam e no dia seguinte serão onipresentes. Como estamos em tempos de decadência adiantada, é quase certo apostar que elas se basearão, em sua imensíssima maioria, nas mais baixas paixões e sensações do corpo humano: fome, sexo, orgulho, ódio, instinto agressivo, etc. A decadência, como já escrevi alhures, é o tempo em que se celebra o que deveria ser controlado e se controla o que deveria ser celebrado.

A mídia, assim, completamente dominada pelo neomarxismo pós-moderno, exige que o mundo seja apresentado dentro da estrutura narrativa que apresentei acima, vigiando ainda para que o elenco de apoio não saia de suas funções determinadas. É um estilo literário, exatamente como o romance policial “hardboiled”, com seus clichês, suas exigências e sua absoluta previsibilidade. Assim como o fanático de um estilo musical (seja ele o blues, o chorinho, o erudito ou o sertanejo de raiz) exige que a música que ouve seja perfeitamente adequada àquele estilo, o jornalista de hoje fica chocado se percebe uma narrativa que foge da estrutura ou do uso padronizado do elenco de apoio. Um travesti assaltante, por exemplo, deve preferencialmente ser apresentado de forma a que não se perceba, ao ler a notícia, que se trata de um travesti. Isso, ao menos, enquanto dure a colocação dos travestis como oprimidos no elenco de apoio; ela começou há pouco e não creio que vá durar muito, por razões evidentes a quem quer que já tenha tido contato próximo com esses sujeitos, frequentemente hiperviolentos e irracionais.

A grita contra as fake news, portanto, não diz respeito algum à suposta falsidade delas. Elas não são notícias falsas: o que anunciam normalmente ocorreu de fato, mas isso é irrelevante para quem não está em busca de fatos, sim de um estilo narrativo. A imprensa neomarxista colocou-se como guardiã de um processo de apresentação — que se percebe como “rompendo tabus” — de uma multidão de “situações de opressão” que faz as vezes da “uma grande narrativa” de opressão (do “proletariado”) do marxismo clássico. Fazer imprensa é isso, para eles, e é por isso que ao mesmo tempo percebem-se como heróis do “progresso” ao levarem “luz” a situações que prontamente se desfazem pela pressão social que ainda são capazes de controlar em uma estreitíssima, mas poderosa, faixa da sociedade e vêem como falsificadores os que apresentam notícias reais por outro prisma. Nada é mais inimigo das micronarrativas deste estilo literário que narrativas que apresentem os mesmos fatos dentro de outros recortes, eliminando o que para os jornalistas de esquerda (perdão pelo pleonasmo) faz da notícia notícia: a narrativa de apresentação de uma “situação de opressão”.

Destarte, as fake news seriam fake não por serem efetivamente falsas em relação aos fatos, mas por não serem percebidas como “notícias” por quem define “notícia” pelos parâmetros acima. Elas seriam “falsas” enquanto notícias, exatamente como André Rieu é falsa música erudita ou bossa nova é falso samba. Para o jornalista dominado pelo neomarxismo pós-moderno, qualquer narrativa da realidade que fuja àqueles parâmetros é um crime não contra a realidade (mesmo porque esta não interessa senão como repositório potencial de narrativas do tipo que ele considera “noticioso”), mas contra a “função social” do jornalismo, que lhe conferiria uma suposta nobreza ao colocá-lo do lado dos “oprimidos” e, portanto (isso ainda é resíduo da superstição marxista original) do “progresso”, do futuro. A notícia que apresente Trump ou Bolsonaro sob uma boa luz, do mesmo modo, seria por isso mesmo fake news. Ela não seria verdadeiramente “notícia”, por fazer mau uso do elenco de apoio. O papel deles tem que forçosamente ser de malvado; dar-lhes outro seria contrafação do que percebem como verdadeiro jornalismo.

O que se tem, portanto, nas cada vez mais fortes tentativas de censura de notícias que não correspondam exatamente, em estrutura de texto, em estilo literário e em uso de elenco, ao padrão apresentado por CNN, Globo, etc., é uma tentativa de impor um estilo narrativo único, na impossibilidade pós-moderna de impor uma narrativa única. É irrelevante para os censores se o que é apresentado nas notícias que acusam de ser fake news é ou não verdadeiro: o que eles não aceitam é que haja notícias que não se conformam ao estilo que procurei apontar acima. As notícias, para eles, têm um papel social revolucionário que seria sabotado pela apresentação como notícia de narrativas com outros recortes, e por isso é crucial — para, na ilusão neomarxista deles, proteger o “progresso”, o “bem”, a “justiça” e garantir um futuro maravilhoso a toda a humanidade, ainda que contra a vontade dela — censurar e arrancar da circulação tudo o que possa ter efeito deletério sobre a recepção das “notícias” apresentadas dentro do padrão da grande imprensa.

Evidentemente, trata-se de um monte de superstições e irracionalidades sem sentido real algum. É assim, todavia, que eles pensam e agem, e se não entendermos o que está por trás dos ataques constantes dos censores neomarxistas às supostas fake news, corremos o risco de achar que o que se está tentando proibir seria a apresentação como verdade de narrativas inverídicas, por exemplo, o que não é absolutamente o caso. Repito: não interessa para os censores se os fatos são ou não corretos; o que faz das supostas fake news fake news, para o grosso dos jornalistas atuais, é elas não exercerem o que eles consideram ser o “papel social” do jornalismo de apresentar supostas situações de opressão, etc. Na fantasia deles, isso seria uma perversão do jornalismo, e por isso mesmo seria justíssimo censurá-las. Não há mais grandes narrativas, mas as micronarrativas que as substituíram devem se conformar a um quadro de estilo tão mais rígido quanto menos racional.

Daí a necessidade de brigar pela liberdade de imprensa e contra esta nova forma de censura.

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