Linha Editorial

A Linha Editorial do Deo Vero está em grande parte inspirada nos princípios do Decreto Inter Mirifica e na doutrina social da Santa Igreja. O Deo Vero também segue o Sistema de indicadores de credibilidade do The Trust Project.

Temos compromisso com a luta pela defesa da liberdade de expressão e de imprensa, a promoção da livre iniciativa, da justiça e a permanente busca da verdade. Comprometido com os valores proclamados pela Santa Igreja Católica, o Deo Vero está sintonizado com o presente e o futuro dos católicos brasileiros, com a defesa de seus valores culturais, éticos e históricos e a preservação do seu patrimônio natural. Pertencente a um grupo empresarial do setor de comunicação e informação, perseguimos a eficiência, a modernidade, a criatividade e a rentabilidade, pré-requisitos da sua independência informativa e editorial. Ademais, comunga com os princípios das empresas socialmente responsáveis: geração de riqueza com sensibilidade social.

O Deo Vero reuniu em alguns pontos as convicções mais fundamentais, passando desde questões filosóficas e comportamentais, até posições sociais. Pela transparência e honestidade intelectual para com o leitor, elas foram publicadas na íntegra em 2019 para que soubessem os valores que capitaneiam as coberturas jornalísticas do nosso apostolado.

Confira logo abaixo um resumo das crenças editoriais do Deo Vero. E lembre-se: você não precisa concordar com elas. O que o nosso apostolado deseja é fomentar a discussão pública e tornar clara sua linha de pensamento. 

Confirmar a veracidade de toda notícia antes de publicá-la

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8, 32)

Nossa equipe editorial está sempre em busca da verdade, mesmo que essa verdade seja contra os nossos princípios, por isso, toda informação do site deve ter como base, dados verídicos e acadêmicos sólidos.

Também iremos identificar e corrigir com destaque erros de informação cometidos; publicar manifestações de crítica ao próprio apostolado; manter mecanismos transparentes de autocontrole e correção.

O PODER DA RAZÃO

Se expomos nossas convicções, é porque acreditamos na capacidade de o ser humano usar sua inteligência para alcançar a realidade. Sabemos que, ultimamente, essa capacidade tem sido colocada em xeque, a ponto de se defender a inexistência de verdades objetivas, uma afirmação em si mesma contraditória. E, se o ser humano pode atingir a verdade, pode também compartilhá-la, por meio de uma honesta disposição ao debate que respeita a inteligência do outro.

A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

A importância da dignidade da pessoa humana na nossa linha editorial é indiscutível, porém, no que tange ao fato de ser considerada um valor ou um princípio, não há o mesmo consenso, circunstância essa que nos levará a tecer algumas considerações relativas ao fato para melhor individualizarmos a natureza desta reconhecida pedra fundamental.

A dignidade humana constitui um valor inerente à pessoa, tanto no aspecto moral como espiritual, e que se manifesta singularmente em cada indivíduo de forma consciente e com o objetivo de respeito da própria vida e das demais pessoas que compõe o tecido social.

O mencionado conceito apresenta duas concepções, pois materializa a relação protetiva que se estabelece entre o individuo, Estado e pela Igreja, e, ao mesmo tempo, estabelece o tratamento igualitário e respeitoso que deve ser observado pela sociedade.

De acordo com o catecismo:

A dignidade da pessoa humana radica na sua criação à imagem e semelhança de Deus e realiza-se na sua vocação à bem-aventurança divina. Compete ao ser humano chegar livremente a esta realização. Pelos seus actos deliberados, a pessoa humana conforma-se, ou não, com o bem prometido por Deus e atestado pela consciência moral. Os seres humanos edificam-se a si mesmos e crescem a partir do interior: fazem de toda a sua vida sensível e espiritual objecto do próprio crescimento. Com a ajuda da graça, crescem na virtude, evitam o pecado e, se o cometeram, entregam-se como o filho pródigo à misericórdia do Pai dos céus. Atingem, assim, a perfeição da caridade.

- Catecismo da Igreja Católica

DEFESA DA VIDA DESDE A CONCEPÇÃO

 A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida. A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral.

O VALOR DA FAMÍLIA

Existe um ambiente em que cada um é querido pelo que é, independentemente de sua utilidade ou de seus atributos: a família. Ela fornece o primeiro aprendizado do exercício das virtudes, como a generosidade; é o ambiente mais propício ao desenvolvimento pessoal de seus membros. Famílias fortes levam a sociedades fortes. Por isso, a família precisa de uma proteção especial da sociedade e do Estado, e as agressões à família e as cometidas dentro dela são males que precisam ser combatidos sem descanso.

O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar; engloba também as relações entre irmãos e irmãs. O respeito pelos pais impregna todo o ambiente familiar. «A coroa dos anciãos são os filhos dos seus filhos» (Pr 17, 6). «Suportai-vos uns aos outros na caridade, com toda a humildade, mansidão e paciência» (Ef 4, 2).

Os cristãos, têm o dever de ser especialmente gratos àqueles de quem receberam o dom da fé, a graça do Batismo e a vida na Igreja. Pode tratar-se dos pais, de outros membros da família, dos avós, dos pastores, dos catequistas, dos professores ou amigos. «Conservo a lembrança da tua fé tão sincera, que foi primeiro a da tua avó Lóide e da tua mãe Eunice, e que, estou certo, habita também em ti» (2 Tm 1, 5).

A IMPORTÂNCIA DO CASAMENTO

No matrimônio – que não é uma construção social, mas uma instituição natural –, o homem e a mulher praticam a generosidade pela entrega mútua e exclusiva, aberta ao surgimento de novos indivíduos. Quando bem compreendido, o casamento é o antídoto contra o egoísmo – e, quando mal compreendido, vira um “egoísmo a dois”. É preciso recuperar uma necessária e verdadeira educação a respeito do significado do casamento, para que mais pessoas compreendam o desafio apaixonante que reside nesta união.

O Senhor Jesus insistiu na intenção original do Criador, que queria um matrimônio indissolúvel. E abrigou as tolerâncias que se tinham infiltrado na antiga Lei.

Entre batizados, «o matrimônio rato e consumado não pode ser dissolvido por nenhum poder humano, nem por nenhuma causa, além da morte» .

A separação dos esposos, permanecendo o vínculo matrimonial, pode ser legítima em certos casos previstos pelo direito canônico.

Se o divórcio civil for a única maneira possível de garantir certos direitos legítimos, tais como o cuidado dos filhos ou a defesa do patrimônio, pode ser tolerado sem constituir falta moral.

O divórcio é uma ofensa grave à lei natural. Pretende romper o contrato livremente aceite pelos esposos de viverem um com o outro até à morte. O divórcio é uma injúria contra a aliança da salvação, de que o matrimônio sacramental é sinal. O facto de se contrair nova união, embora reconhecida pela lei civil, aumenta a gravidade da ruptura: o cônjuge casado outra vez encontra-se numa situação de adultério público e permanente:

«Não é lícito ao homem, despedida a esposa, casar com outra; nem é legítimo que outro tome como esposa a que foi repudiada pelo marido».

O carácter imoral do divórcio advém-lhe também da desordem que introduz na célula familiar e na sociedade. Esta desordem traz consigo prejuízos graves: para o cônjuge que fica abandonado; para os filhos, traumatizados pela separação dos pais e, muitas vezes, objecto de contenda entre eles; e pelo seu efeito de contágio, que faz dele uma verdadeira praga social.

Pode acontecer que um dos cônjuges seja a vítima inocente do divórcio declarado pela lei civil; esse, então, não viola o preceito moral. Há uma grande diferença entre o cônjuge que sinceramente se esforçou por ser fiel ao sacramento do matrimónio e se vê injustamente abandonado, e aquele que, por uma falta grave da sua parte, destrói um matrimônio canonicamente válido.

O VALOR DA COMUNICAÇÃO

Comunicar significa “colocar em comum”. É algo que a humanidade sempre fez, e que a imprensa e a internet apenas potencializaram. Quando as pessoas colocam algo – uma alegria, uma tristeza, uma preocupação, uma indignação – em comum, elas fortalecem seus laços, e essa tem de ser a prioridade da comunicação social. Para isso, é preciso comunicar o que é mais nobre, o que nos une. Os veículos de comunicação, neste contexto, têm um papel fundamental na construção de uma sociedade livre, democrática e saudável, difundindo uma visão humanística renovada para que a sociedade possa fazer melhores escolhas.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Apenas em um ambiente no qual vigora a liberdade de expressão o homem pode se relacionar com os demais de forma a desenvolver os seus potenciais. A liberdade de expressão é essencial para a democracia porque amplia os canais de participação política – por meio dela, a comunidade torna públicas suas demandas e pode fiscalizar seus representantes. Mas a liberdade de expressão também tem outras dimensões igualmente importantes. Ela permite, por exemplo, que os indivíduos conquistem sua autonomia espiritual e intelectual, por meio da arte e de outras manifestações da criatividade humana.