Irmã Maria De Coppi é morta a tiros em Moçambique

Por: Redação
. Atualizado: 8/09/2022 às 08h:12
Irmã
Foto Reproduçõ/Youtube

A irmã comboniana Maria De Coppi levou um tiro na cabeça na terça-feira à noite na aldeia de Chipene, província de Nampula.

A província faz fronteira com Cabo Delgado, logo após uma revolta islâmica nos últimos cinco anos.

A Conferência Episcopal Italiana emitiu uma declaração de condolências pela perda de Maria De Coppi. Além disso, eles observaram que isso ocorreu apenas alguns meses após a morte de outra irmã missionária no Haiti.

Depois da Irmã Luisa Dell’Orto, Irmãzinha do Evangelho de Charles de Foucauld, que faleceu em 25 de junho no Haiti, lamentamos outra irmã que com simplicidade, dedicação e silêncio ofereceu sua vida por amor ao Evangelho”, disse Cardeal Matteo Zuppi, arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana.

7 declaração de que oferecia profundas condolências às Irmãs Missionárias Combonianas e à diocese de Vittorio Veneto.

Rezemos pela Irmã Maria que há sessenta anos serve Moçambique, que se tornou a sua casa.”

Meu pensamento, em nome das Igrejas na Itália, vai para os familiares e as irmãs combonianas, para o padre Lorenzo e padre Loris e para todos os missionários que permanecem em tantos países para testemunhar o amor e a esperança”, acrescentou.

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Coppi era uma crítica feroz da guerra em curso no norte de Moçambique.

No norte do país há uma guerra por campos de gás e as pessoas estão sofrendo e fugindo: na minha paróquia há 400 famílias vindas da zona de guerra. Hoje em Nampula existe pobreza extrema”, disse ela em entrevista no início deste ano.

A missionária disse que o povo da região está esperando que a guerra e as calamidades passem.

A província de Nampula está no meio de uma insurgência em curso na vizinha província de Cabo Delgado.

Os combates eclodiram na região de Cabo Delgado, em Moçambique, em 2017, desde que um grupo que se autodenomina al-Shabab – não ligado ao grupo somali de mesmo nome – atacou cidades da região.

Então, Ruanda, não membro da SADC, já tinha enviado 1.000 soldados para Cabo Delgado, após um acordo com Moçambique.

Os insurgentes são conhecidos por seus métodos brutais, incluindo queima de vilarejos e decapitação de civis, e pelo menos 4.000 pessoas morreram no conflito.

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