Coroinha foi morto em Fortaleza após criminosos associarem marca na sobrancelha a facção, conclui MP | Deo Vero

Coroinha foi morto em Fortaleza após criminosos associarem marca na sobrancelha a facção, conclui MP

Assassinato aconteceu na Barra do Ceará, em agosto deste ano. Os denunciados acreditaram que a vítima pertencia a um grupo rival.

Por: Mathias Ribeiro
. Atualizado: 27/10/2020 às 18h:47
Paróquia São Pedro, que a vítima frequentava quase diariamente lamentou a morte do jovem. — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

O Ministério Público do Ceará (MPCE) concluiu que o coroinha Jefferson Brito Teixeira, de 14 anos, foi assassinado devido aos três cortes que tinha na sobrancelha. Os envolvidos no crime acreditaram que os cortes simbolizavam pertencimento a uma facção criminosa rival. Cinco homens foram denunciados por envolvimento na ação.

O homicídio aconteceu no dia 18 de agosto de 2020, na Barra do Ceará, em Fortaleza. A vítima caminhava pelo calçadão quando foi atacada. Laudo da Perícia Forense indicou que o adolescente foi atingido por três disparos na cabeça. Antes dos disparos, o garoto sofreu agressões com “chutes, socos, paus e pedras”.

De acordo com a denúncia, Robson Vasconcelos, David Hugo Bezerra da Silva, José Jorge Sousa Oliveira, Enzo Gabriel Jacaúna de Oliveira Xavier e Antônio Ivo do Nascimento Fernandes participaram da morte do coroinha na companhia de um um sexto envolvido, com menos de 18 anos. A Justiça cearense aceitou a denúncia contra os acusados.

A investigação não identificou o envolvimento de Jefferson em qualquer ato infracional ou vínculo com qualquer organização criminosa. O coroinha cortou a sobrancelha daquela forma porque gostava do estilo e havia se inspirado em funkeiros, segundo o Ministério Público.

Agressões

Conforme a denúncia, Robson Vasconcelos, membro da uma organização criminosa, abordou o adolescente e observou o formato da sobrancelha do coroinha, o levou até um beco e desferiu golpes contra a vítima.

Durante as agressões, Robson percebeu a presença dos outros acusados, também identificados pelas autoridades como integrantes de uma facção. Foi quando Vasconcelos teria gritado: “Vem, vão ajudar não? É pilantra, tá falando tudo 3!”.

“Atendendo ao chamando do primeiro denunciado, os corréus [criminosos], e o adolescente, de igual forma, iniciaram, também, uma sequência de agressões, agora com chutes, socos, paus e pedras. Nessa altura, a vitima já não expressava qualquer reação, não sendo suficiente, porém, para cessar as agressões”, afirma o Ministério Público.

“Ato contínuo, Enzo Gabriel Jacaúna de Oliveira Xavier empunhou uma arma de fogo a qual portava, e efetuou disparo contra Jefferson de Brito Teixeira”, acrescenta o órgão.

No interrogatório, o suspeito confessou ter espancado o adolescente e alegou que a agressão teve início porque o adolescente havia tentado roubar o celular de uma mulher. Ele negou ter efetuado os disparos.

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