Arquidiocese do Rio de Janeiro lança orientações para o retorno das missas

Por: Mathias Ribeiro
. Atualizado: 7/06/2020 às 09h:06
24.dez.2013 - Dom Orani Tempesta celebra missa de Natal na catedral de São Sebastião Imagem: Yasuyoshi Chiba/AFP

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, determinou a reabertura de shoppings, bares, restaurantes, igrejas, estádios e pontos turísticos. As medidas constam em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado, na noite de sexta-feira (5), e já valem a partir deste sábado (6).

“A medida determina o funcionamento de alguns setores do comércio e da indústria em horários específicos para evitar aglomerações. O decreto 47.112 também prorroga, até o dia 21 de junho, algumas medidas restritivas de prevenção e enfrentamento à propagação do novo coronavírus no Estado do Rio. Para a elaboração do decreto, o governo do estado levou em consideração os dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), incluindo a redução do número diário de óbitos e das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)”, informou a nota.

As organizações religiosas, como igrejas, centros e templos, estão autorizadas a funcionar, desde que seja observada a distância de um metro entre as pessoas.

Orientações para a reabertura de igrejas

A Arquidiocese do Rio de Janeiro publicou neste sábado (6), orientações para a reabertura das igreja no município do Rio de janeiro, abaixo vejamos os principais pontos.

“A comunhão eucarística será distribuída PREFERENCIALMENTE NAS MÃOS, devendo todos comungar na frente dos ministros. A forma mais segura de colocar a hóstia na mão do fiel será com os braços em extensão máxima, sejam os braços da pessoa que entrega a hóstia, sejam os braços da pessoa que a recebe , favorecendo assim a distância de 2 metros entre elas.” (grifos meu)

“Essa comunhão na mão é um mito de que seja mais higiênico (…). O sacerdote muito raramente toca a língua quando dá a comunhão na boca. Acontece, mas não é tão comum, não é tão frequente. E se acontecer, basta o sacerdote limpar as mãos com álcool. Nosso Senhor não é uma COISA. É Nosso Senhor e devemos exprimir isso, que ele está lá com toda majestade de sua santidade, com toda sublimidade nessa pequena hóstia. E devemos exprimir isso também com nossos gestos exteriores e quanto mais veneramos Nosso Senhor tanto mais Ele nos vai abençoar. ” (Dom Athanasius)

“É conhecido e assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e a garantia de proteção aos locais de culto e das suas liturgias (Constituição Federal, artigo quinto, VI). Também no Acordo Internacional República Federativa do Brasil com a Santa Sé, devidamente homologado pelo Decreto número 7107/2010, se garante a soberania da Igreja Católica no seu campo próprio, exercida em diálogo harmonioso com a soberania do poder civil, resguardando a sua plena liberdade religiosa no campo do ensino, do culto e da observância da fé do povo, tanto na sua vida pessoal como no âmbito público.

“Com a devida ponderação, dependendo das diversas situações de cada paróquia e capela, pode haver um aumento dos horários de Missas dominicais, evitando assim as possíveis aglomerações de pessoas numa só celebração.”

“O fiel na hora de comungar deverá retirar, momentaneamente , a máscara, receber a hóstia na mão e colocá-la na boca, recolocando-a logo a seguir” -> se não fosse o trecho acima, esse trecho lido separadamente parece que há uma obrigação de receber na boca – o que não é verdade. O documento diz “preferencialmente“.

O espaço disponível para a administração do Sacramento da Reconciliação na paróquia servirá como critério para que os penitentes façam um agendamento prévio na secretaria paroquial ou outro meio digital. O objetivo desse procedimento é o de evitar filas com muitas pessoas juntas.”

“O sacerdote e o penitente usem sempre máscara facial e mantenham a distância igual ou superior a 2 metros entre eles.”

O documento na íntegra está disponível abaixo.

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