No dia 20 de julho, o arcebispo William Lori, de Baltimore, EUA, divulgou uma diretriz relevante sobre o ministério voltado para indivíduos com orientações homossexuais e suas famílias. Nessa orientação, enfatiza-se a necessidade de proporcionar caridade, sensibilidade, compreensão e apoio verdadeiro, baseados nos ensinamentos da Igreja Católica e na Revelação.
A doutrina católica sobre a homossexualidade é resumida em três artigos do Catecismo da Igreja Católica. O documento afirma que a homossexualidade designa relações entre pessoas do mesmo sexo e que, apesar de a atração ser considerada desordenada, aqueles que a experienciam devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. As pessoas homossexuais são chamadas à castidade e convidadas a buscar a perfeição cristã através das virtudes do autodomínio e da graça sacramental.
Na orientação, o arcebispo Lori enfatizou que a jornada cristã começa com o chamado de Deus e o batismo, que nos reivindica como filhos amados do Pai e nos oferece uma nova identidade.
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A orientação aborda a diversidade de experiências e pontos de vista entre as pessoas que se identificam como LGBT, incluindo aqueles que se sentem rejeitados pela Igreja ou por suas famílias. Ela ressalta a necessidade de oferecer acompanhamento pastoral e não buscar mudanças na doutrina da Igreja, enfatizando que a revelação cristã e o ensinamento da Igreja são convites à vida abundante que Deus promete.
O arcebispo Lori rejeita a polarização entre ser católico e ser LGBT, enfatizando que o ministério LGBT deve buscar unir caridade e verdade, acolhendo cada pessoa na relação com Cristo e a Igreja, ao mesmo tempo em que conduz as pessoas à verdade libertadora revelada por Jesus Cristo.
Ele destaca que esses ministérios devem ser lugares seguros para que as pessoas compartilhem suas histórias e se sintam bem-vindas e ouvidas sem condenação.
A orientação também se concentra nas características essenciais do acompanhamento pastoral, incluindo a necessidade de construir relacionamentos e manter um diálogo contínuo. Os líderes do ministério LGBT devem ser discípulos conscientes de sua própria necessidade de Cristo, pessoas de oração, fiéis à Igreja e capazes de facilitar conversas que equilibrem abertura e fidelidade, caridade e verdade.
O arcebispo Lori conclui a orientação destacando que, apesar das imperfeições de cada um, o desejo por Deus é mais do que um remédio para o pecado, sendo essencial uma abertura para acolher o amor de Deus e responder ao seu chamado.
Em resumo, a orientação do arcebispo de Baltimore busca promover o acompanhamento pastoral e a acolhida genuína das pessoas LGBT na Igreja Católica, incentivando a união de caridade e verdade no processo de buscar uma maior fidelidade a Jesus Cristo.
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